quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Malungo

Poeta malungo, que sabe de tudo,
Não tema o futuro
Que arde nas costas.
Veja o horizonte, detrás e defronte,
Que nunca revela o segredo da noite.

Poeta malungo, filho do mundo,
Não seja sisudo
Que a vida é uma arte.
Veja que o sol nasce pra todos,
Mas a noite só para nós.

Poeta malungo, sem lenço e sem rumo,
Não olhe pra trás
Que o mundo é desnudo
E a verdade crua dói demais,
Mesmo que dita por um companheiro.

Poeta malungo, esconde teu fumo,
Não chores assim
Que tristeza sem fim
É a chave do coração do mundo,
E o tesouro é segredo entre malungos.

Um comentário:

  1. atur!!!
    eh mais que um poeta
    eh um poeta de rua!!
    se fosse na rua correta
    veria uma menina nua
    mais como a meia noite passara
    agora tah na cara
    que eu num sou agua
    mais vou dar o vaza
    fui!!

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