quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Ispaã

Terei sempre tempo para amar
Quando partir daqui a Ispaã.
Aqui vivo sem passado,
Lá viverei sem amanhã.
Velejarei por mares furiosos
E enfrentarei bestas mitológicas.
Darei até meu sangue em sacrifício
Para chegar a Ispaã.

Lá terei o meu harém
E jogarei o Jogo do Xá.
Lá eu serei alguém
Livre para amar.
Beberei dos mais velhos vinhos
E ouvirei as mais belas melodias.
Terei sempre muito ouro
Para queimar na boemia.

E quando, enfim, me cansar
De tantos prazeres e regalias
Voltarei à minha terra de origem,
Ao meu pranto e à minha discreta simpatia.
Passarei os dias sonhando
Mas nunca mais sentirei tristeza,
Porque terei sempre tempo para amar
Quando partir daqui a Ispaã.

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